domingo, 7 de janeiro de 2007

Jacek Yerka Strikes Again



É a terceira vez que ele ganha um post e eu achava que já tinha publicado suas melhores obras. Mas ao voltar a seu site descobri que não há sequer uma pintura dele que eu ache ruim. Não sei exatamente porque eu gosto tanto de seu trabalho, acho que é uma combinação das cores e do surrealismo inserido em paisagens bem comportadas.



Nascido na Polônia em 1952, sua palheta é claramente influenciada por Bosch e Brueghel, enquanto as formas remetem a Magritte, M.C. Escher e Salvador Dali.



O mundo de Yerka mostra imagens do passado, bucólicas, pré-industriais, corrompidas por elementos do presente, como automóveis, geralmente colocados no lugar de espectadores. Por trás do formalismo de seu traço há muita liberdade, não há limites para sua imaginação, objetos e criaturas têm sua forma e função distorcidos e mesmo assim a sensação que seu trabalho transmite é de paz e equilíbrio.


Acidentes geográficos como montanhas e rios ganham formas dinâmicas em composições que mesclam diferentes dimensões coexistindo, assim como criações humanas e elementos da natureza.




É impressionante o modo como consegue harmonizar paisagens, formas que desafiam leis da física e objetos totalmente fora de seu contexto.




Casas são recorrentes, ora revelando seu interior ou nos lugares mais inusitados. Suas pinturas me acalmam ao mesmo tempo que instigam minha imaginação. Acabo de descobrir que há um certo tom nostálgico em suas pinturas, que nos transporta para 50 anos atrás.



Da mesma forma que dizem que o som do Pink Floyd é sinestésico porque remete a imagens, a obra de Yerka é musical, lembra rocks lisérgicos como Cream e outros nem tanto, como The Turtles em Happy Together.


Será que estou viajando? Em breve mais Yerka.

5 comentários:

Lidiane disse...

Rumble.

Não entendo como você consegue postar em um dia só, tanta coisa.
Acho que nunca consegui escrever um post assim. Talvez porque não seja o "jeito" do Giramundo, ou sei lá, por acho que pouca gente vá se interessar.
Pior, entender.
É claro que, dizendo isso, pareço ser pretensiosa e mergulhada em soberba. Mas, não é por aí. Guardo esse tipo de gosto pra mim e pra poucos. Aquela coisa de gostar e mostrar o suficiente pra aguçar o paladar de apenas quem fica interessado.
Enfim... bom vim aqui e ler um post como esse. Mesmo.

É claro que em minha costumeira verborragia (que se apodera de mim quando vou comentar seus posts), tenho de falar um tiquinho só do que escreveu.

Sabe o que realmente penso dos pintores surrealistas como Yerka?
1. Que, de alguma forma, eles estão mergulhados em um universo de magia, mesmo que não se dêem conta disso. E quando digo magia, digo magia. Conotação explícita.
Há elementos tão simbólicos que não conseguiria pensar o contrário.
2. Eles têm bom humor. Um humor, muitas vezes, afiado e crítico, mas em todas outras vezes, humor mesmo. De diversão, simplesmente.
E eu gosto de humor. Em qualquer uma dessas duas formas. Imagino que para eles seja divertido inserir elementos como bolhas de sabão em uma tela, ou então, transformar carros em lagartos. Ou ainda, fazer um gatinho ficar aquecido em um fogão que frita ovo, ao lado da árvore do conhecimento. Isso, pra mim, é brincar de criar. E, gosto muito, muito disso.

Pra finalizar e juro que me calo, você falou em sinestesia e Pink Floyd.
Gosto de ser sinestésica. É quase como comer literatura e viver música. Talvez por isso goste tanto de um livro chamado O Perfume, de Patrick Süskind. Já leu?
Tomara que sim, é um dos meus preferidos dos preferidos. Literatura de primeira.
E, tem um filme novo, francês, chamado Crazy que acho que iria gostar. Tem Pink Floyd de trilha do começo ao fim. Além de ser um filme deliciosamente musical, o roteiro e os atores são ótimos.

E chegaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
:P

Beijo pros 7 gatos (com 49 nove vidas) e três cachorritos.

Darwin disse...

Rumble! Obrigado pelas orientações. As obras que mais aprecio são as que mostram um profundo conhecimento do nosso comportamento. Também estive bastante ancioso por conhecer bons entendedores de ficção e terror.
Vou começar pelo Rubem Fonseca, direi o que achei.
Sobre as pinturas, nem me atrevo a comentar.
Fui.

Osman disse...

Great fancy creates great fantasy.

I enjoyed very much.

Let disse...

Gostei mto, mto, mto!!!

Vc disse que as figuras são nostálgicas, sabe que tb sinto? Mas tb sinto que são futurísticas. É estranho

Gostei do quadro que têm só árvores

Antônio Augusto disse...

É realmente vc acertou no artista Yerka.Vou guardar este nome.Quanto ao seu comentário que diz que sua obra remete ao rock, realmente foi isso que me fes lembrar alguns quadros, principalmente os que tem morangos.Strawberry fields forever! Foi um momento mágico em minha viagem. Valeu!!!!