domingo, 12 de agosto de 2007

O Corpo Eterno do Monge Budista

Essa notícia é meio velha, talvez já tenha ouvido falar.

Itigelov, data indefinida, talvez por volta de 1910

Hambo Lama Itigelov era uma figura popular na Rússia. Líder da igreja budista nesse país, notabilizou-se por seu empenho em ajudar seu povo na Primeira Guerra. Em algum dia de 1927 comunicou aos monges budistas que sua morte estava próxima, mesmo sem nenhum indício de quaisquer doença, por isso passaria a maior parte do tempo meditando. Poucas horas depois ele faleceu.

No testamento Itigelov requisitou que fosse enterrado sentado na posição de lótus. Havia também o pedido de exumação do corpo após algumas décadas. Ela foi feita em 55 e 73, mas os monges não relataram nada, pois temiam a rigidez do regime comunista. Foi só em 2002 que seu corpo passou por uma exumação mais acurada, com a presença de especialistas. O cadáver estava extremamente bem conservado, sem sinais de deterioração; músculos, mucosas, pele, tudo em excelente estado. Até aí, nada de especial. Mas há um detalhe sinistro: ele não foi embalsamado nem mumificado. O relatório final diz: "o corpo está nas condições de alguém que morreu há 36 horas". Nenhum cientista se atreveu a tentar explicar o fenômeno.

O corpo exumado em 2002

Nos dois anos seguintes seu corpo foi mantido ao ar livre, permanecendo imutável. Trata-se do único caso conhecido de um cadáver imperecível. Outros corpos já foram encontrados em condições semelhantes, só que tinham passado por algum processo de conservação, e sua exposição ao ar livre rapidamente os degradava. Há quem diga que Itigelov permanece vivo, imerso num estado de hibernação, algum tipo de nirvana. Mestres budistas sustentam que pode-se repetir a façanha utilizando-se de práticas iogues e obtendo a máxima purificação do organismo antes da morte.

Por dois anos o corpo resistiu ao clima, a fungos, parasitas, a toda e qualquer força negativa. Itigelov disse antes de morrer que estava deixando uma mensagem para o mundo todo. Essa mensagem não contém palavras. Cabe a nós compreendê-la.

5 comentários:

Ricardo Rayol disse...

Meu caro, ou minha cara, vim retribuir sua visita ao Indignatus. Como gosta de copiar e colar textos da net peço a gentileza de procurar um dicionário. O teu comentário lá não foi uma manifestação de franqueza, foi grosseria.

Lidiane disse...

Pois é, cabe a cada um de nós compreender a linha tênue entre a vida e a morte.
A diferença entre viver, sobreviver e permancer vivo na vida das pessoas.
Lição de casa complicada, hum? Eu ainda estou caminhando (devagarzinho).
Mas me diga uma coisa, meu lôro mais querido, você de fato, compreendeu a mensagem sem palavras? Hum?

Beijo gostoso pro lôro mais querido.

Edson Marques disse...

Godofredo,

Nem precisamos de palavras para compreender Itigelov.

Li todos os capítulos de "Em busca do velho da carrocinha de lenha".

Muito bom. Bela idéia!

Abraços, flores, estrelas...

Mas tua sugestão de "fundar uma seita" não será aceita!

Burtonesca disse...

Confesso que nao li o blog todo mas adorei cada parte. Passei uma otima manha com o cafezín aqui do lado e lendo ocê.

Olha que gosto de budismo (nao pratico, nao tenho perseverancia pra certas coisas) mas essa desse cara eu nao sabia... no templo zulai de sampa tem umas perolinhas que ficam quando um moje cremado foi iluminado...tipo qdo virou santo. Vc ja viu? Interessante :)

Inté!

Dilberto Rosa disse...

Nossa! Esse post é de 2007! Eu li ontem! Incrível. Estamos em 2013, alguém sabe o que aconteceu com o corpo nos dias de hoje?

NAMASTÊ!