segunda-feira, 12 de junho de 2006

Mitologia Egípcia - Nut e Geb (Parte 3)

Nut é a Deusa do céu estrelado, casada com Geb, o Deus da Terra. Seus filhos são Osiris e Seth, entre outros. Encontram-se a cada crepúsculo, quando Nut desce à Terra, causando a escuridão necessária para um encontro amoroso mais discreto. Se há uma tempestade durante o dia, é Nut aproximando-se da Terra, com saudades de Geb. Achei isso o supra-sumo do romantismo, me lembrou de um filme dos anos 80, LadyHawk - O Feitiço de Áquila. Alguém já disse que todas as histórias já foram contadas, o que muda é só sua roupagem. Eu concordo.
Nut era casada com Rá, Deus dos Deuses, mas amava Geb. Rá descobriu a paixão secreta da esposa e para castigá-la, impediu-a de ter filhos nos 360 dias do ano. Isso entristeceu Nut e ela buscou ajuda com o sábio Deus Thoth. Nessa época a Lua era tão brilhante como o Sol e Thoth pegou um pouco da luz dela. A partir daí a Lua passou a ter fases, inchando e desinchando por causa da luz que perdeu. Com essa luz Thoth criou mais 5 dias do ano, resultando em um calendário semelhante ao nosso, com 365 dias. Nut teve 5 filhos, um para cada novo dia, e quando Osiris, o mais velho, nasceu, uma voz altíssima bradou: "O Senhor de toda a Terra acabou de ganhar vida". Seth odiava Osiris e fez algo terrível contra o próprio irmão. Descubra no próximo post. A figura mostra Nut em forma de semi-círculo, envolvendo Rá em seu barco, entre outras coisas.

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Rumoal Ekissa

MÁRIO PASPALHO: 13 LETRAS
JORGE PENTELHO: 13 LETRAS
LOBO MANCO CEGO: 13 LETRAS
ZAGALLO IDIOTA: 13 LETRAS
+
RONALDO BALOFO: 13 LETRAS
+
CAFU VIGARISTA: 13 LETRAS
+
PARREIRA CUZÃO: 13 LETRAS
+
GALVÃO IMBECIL: 13 LETRAS
=
Brasil se Fudeu: 13 letras

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Boas Notícias

Todos os engravatados se reuniram em torno da mesa de mogno raro - presente de uma madeireira tailandesa com aval do governo brasileiro - sobre o delicado tapete persa tecido linha por linha com o esmero que só um semi-escravo açoitado pode ter. A serviçal hondurenha serviu chá e petit-fours enquanto pensava no crânio esmigalhado do irmão morto por mercenários. Enquanto trocavam amabilidades e comentavam se o clima seria propício para jogar golfe naquela tarde de quarta, alheios ao aniversário do décimo-segundo ano do massacre de Rwanda, todos ansiavam secretamente ao grand finale daquela reunião. Como se dissesse uma senha, o engravatado da cabeceira tirou do bolso do paletó um autêntico charuto cubano, e todos o imitaram. O diferencial dos bons charutos cubanos reside justamente no fato de ter sido enrolado nas coxas de uma cubana, que particularmente dá graças à Deus por não ter que envolver suas coxas em atividades ainda menos ortodoxas para garantir seu sustento. O homem da cabeceira se levantou com a leveza e elegância que só aqueles que passaram 60 anos se movendo como gazelas afetadas sabem fazer, inclinou-se milimetricamente para seu capacho engravatado acender seu charuto e em seguida deu sua modesta contribuição ao fim da camada de ozônio, soprando uma delicada bruma enquanto recitou sua fala tão ensaiada com a fonoaudióloga:
- Senhores, posso lhes garantir que através de exaustivos relatórios, boletins e pesquisas de campo, que eventualmente geraram gastos fabulosos, forçando-nos a cortar 40% do pessoal e a fechar várias unidades ao redor do mundo, nosso Conselho de Diretores-Acionistas chegou à origem do problema que tanto aflige o nosso espírito corporativo.
Ouvem-se discretos vivas pelo salão, alguns congratulam-se comedidamente, os mais afoitos já consultam seus Breitlings feitos do ouro extraído por homens-gabiru das minas da Índia: têm pressa para jogar golfe e ignorar solenemente seus cabbies. Mais uma baforada, e nesse momento, a serviçal hondurenha, ao entrar inadvertidamente no salão (obviamente esse terrível erro de timing custou seu emprego) vê nitidamente um dragão cuspir fumaça no lugar da cara de seu superior. O Dragão tem sotaque bostoniano, ela mal o compreende:
- O Problema, meus senhores, é que não há problema.
Essa é a deixa para o salão explodir em gargalhadas. Enfim, o merecido regozijo.Todos se levantam e se dirigem para o exterior do prédio, anexo a um indescritível campo de golfe de 12 buracos. Com alguma sorte vão poder dar boladas em serviçais negros e hispanos e fingir que foi sem querer.

quarta-feira, 7 de junho de 2006

Jacek Yerka - 3 (a última)








Torquato Neto

Me disseram que saiu já há algum tempo a biografia de Torquato Neto - "Pra Mim Chega". Precisamos de cabeças pensantes para nossa época, nossos pais tiveram tantas... Nada contra Renato Russo e Cazuza, mas basta ler umas linhas desse bardo cabeludo com calça boca-de-sino para constatar que ele voava bem mais alto...
Por que será que os gênios, aqueles que pensam à frente de seu tempo, sempre têm destinos trágicos, morrem muitas vezes na miséria, parecem mais vulneráveis às drogas e doenças, como se tivessem uma relação mais íntima com a Morte? James Joyce, Noel Rosa, Baudelaire, Jim Morrison, Jimi Hendrix, John Coltrane, Poe a lista é interminável.
Torquato Neto, indiscutivelmente, faz parte desse grupo. Vejam como ele soube definir o movimento Tropicalista: "A ausência da consciência da tragédia em plena tragédia". Querendo ou não, ao longo de sua vida (1944-72) ele simbolizou os abismos e os vôos que sua geração ousou percorrer. Imagino o que pensaria se Torquato nos visse, jovens de hoje, ensimesmados com nossos MP-3, achando que Ivete Sangalo é MPB e CPM 22 é rock, idolatrando os lutadores da família Gracie e a polícia transformada em grupo paramilitar, sonhando com um bom emprego no escritório de advocacia defendendo bandidos imundos em ternos imaculados, tudo para comprar uma casa em condomínio ultra-protegido e criar seus filhos em bolhas artificiais de alegria e prosperidade. Não estou endeusando os hippies daquela época, a quantidade de drogas que usavam inviabilizaria qualquer projeto concreto de transformação social. Mas pelo menos eles conseguiam olhar além de seus próprios umbigos, seus sonhos eram mais amplos. Dizem que Torquato tinha uns dons premonitórios: antes de o AI-5 ser decretado, ele sentiu uma atmosfera pesada no ar e embarcou num cargueiro rumo à Europa. Gil e Caetano ficaram, foram presos, cabeças raspadas etc. Pois então, acho que se matou porque anteviu que tempos piores ainda viriam.

"Eu sou como eu sou
Pronome
pessoal intransferível
do homem que iniciei
na medida do impossível"
(do poema Cogito)

Mitologia Egípcia - Hathor e Sekhmet (Parte 2)


Deusa da maternidade, da alegria, da música e da dança. Representada como uma figura humana feminina com chifres de boi e um disco do sol sobre a cabeça, ou como um vaca mesmo. (Só os ocidentais e suas mentalidades distorcidas para atribuir a palavra "vaca" a um pejorativo. Não entando)

Ela cuidava de todas as mulheres, mesmo depois de sua morte, assim como Osíris cuidava dos mortos. Contudo, ela tinha um lado negativo como Sekhmet (mulher com cabeça de leão), o Olho de Rá, a destrutiva Deusa do Sol. Os egípcios sabiam que o mesmo sol que lhes dava vida podia também tirá-la, através das secas que arruinavam suas colheitas.

Rá, O Deus Sol, estava irritado com a Humanidade porque ela ridicularizáva-o. Ele disse que ia enviar sua ira através de Sekhmet. Ela desceu à Terra, matou muitas pessoas e bebeu seu sangue. Sua fúria desmedida espantou Rá, que queria apenas uma leve punição. Então ele pôs um corante vermelho na cerveja (sim, o Egito Antigo já tinha cerveja, de fato eles a inventaram) e ofereceu a Sekhmet. Ainda sedenta por sangue, a Deusa bebeu tudo, e embriagada, adormeceu. Quando acordou Rá persuadiu-a a cessar a matança dos mortais
Obs: Hathor à direita e Sekhmet à esquerda.

sexta-feira, 2 de junho de 2006

Céus





Mais fotos em [extremeinstability.com]

TC Parte 4 - A Maldição de JFK

Funeral de JFK

Teorias Conspiratórias acerca do assassinato do então presidente americano John F. Kennedy, em 1963, são a coisa mais manjada desse mundo. Por ser mais crível que histórias de mutantes alienígenas e ao mesmo tempo ser cercado de mistério, o crime inspirou "especialistas" a escreverem centenas de livros, cada um atribuindo a culpa a uma entidade diferente, dos soviéticos à máfia, passando pelo Oliver Stone (embora ele tivesse uns 15 anos na época) e pela onipresente CIA. Isso quando não dizem que a trama foi arquitetada em conjunto por todos esses grupos. Não queria falar disso, essas conspirações políticas são repulsivas e bem menos divertidas que casos envolvendo OVNIs e/ou fenômenos paranormais, só servem para mostrar o quanto nossos líderes são despudoradamente vis e desprezíveis. Como diria o Douglas Adams, o fato de alguém conseguir ser eleito presidente de um país já é um motivo suficiente para essa pessoa não ocupar o posto. Mas os indícios de uma mega TC são tantos que eu não podia passar batido.

- O cenografista amador Abraham Zapruder filmou o assassinato e as imagens deixam claro que JFK foi alvejado por dois atiradores de lugares diferentes. O filme não foi considerado prova conclusiva do crime.

- O investigador Buddy Walther disse que achou um cartucho calibre 45 perto de onde Kennedy morreu e entregou-o a um agente do FBI. Isso nunca foi mencionado no relatório. Buddy começou a fazer muito barulho em cima dessa curiosa omissão até morrer por uma bala perdida.

- O vendedor de carros Albert Bogard contou que dias antes do crime, o assassino oficial de Kennedy, Lee Harvey Oswald foi até sua loja, falou que ia matar o presidente e saiu dirigindo como piloto de F-1. Só que Oswald não sabia dirigir, então ou Bogard estava mentindo ou alguém estava plantando pistas falsas. Pouco depois ele apareceu morto e disseram que foi suicídio.

- Oswald foi assassinado dentro de uma delegacia na frente das câmeras de tv por Jack Ruby, um mafioso dono de inferninho. Como ele chegou a ficar de arma na mão cara a cara com Oswald, ninguém sabe. Ruby morreu de câncer na prisão e dizia que células cancerosas haviam sido injetadas em seu corpo. Na foto, o momento da morte de Oswald.

- Lee Bowers viu dois caras armados na cena do assassinato de JFK saindo apressadamente logo após os disparos. Ninguém deu bola, mas ele continuou repetindo a história até morrer num estranho acidente de carro.

- O cara que fez as fotos da autópsia de Kennedy disse que elas foram adulteradas. Foi encontrado morto com um tiro na cabeça e a arma na mão direita, só que ele era canhoto.

- A Comissão Warren, formada para investigar o crime, tinha um deputado que destoava dos outros por não acreditar na versão oficial que Oswald agira sozinho. Disse ainda que o FBI o chantageava para mudar de opinião. Adivinha. No caso, ele entrou num avião e nenhum dos dois jamais foi visto de novo.

- Um russo anticomunista amigo de Oswald e que fazia uns frilas para a CIA disse que ele era inocente, mas se matou na véspera de prestar depoimento ao promotor Jim Garrison. Não havia motivos aparentes para o que fez.

- Outro cara da CIA saiu falando que uns colegas estavam envolvidos na morte de JFK. Morreu. Dessa vez a arma estava na mão esquerda e ele era destro.

- Marylin Moon, stripper que trabalhava na boate de Jack Ruby anunciou que estava escrevendo um livro onde contaria a verdade sobre o crime. Os caras já deviam estar de saco cheio de simular suicídios e ninguém mais engolia aquilo, então só a mataram a tiros.

- O militar David Ferrie era o elo que ligava Ruby, Oswald, cubanos anti-Castro e a CIA. Hemorragia cerebral.

O resumo da ópera: era só o promotor Garrison se interessar pela pessoa que ela aparecia morta. Talvez Garrison fosse como aquele garotinho Demian, do filme "A Profecia". Isso explicaria tudo e é uma explicação tão bizarra quanto qualquer outra. Tendo em vista todos esses crimes, ele elaborou uma teoria dizendo que a máfia, cubanos (pró e contra Fidel Castro), Nixon, CIA, KGB, FBI e o Pentágono se uniram na aliança mais improvável da história para matar Kennedy. Mas para quê? Quais interesses em comum os uniriam? Para fazer sentido, temos que acreditar que JFK era um pacifista que se oporia à Guerra do Vietnã e poria um fim à Guerra Fria. Contudo, os fatos apontam na direção contrária: Kennedy nunca demonstrou ser contra nenhuma dessas guerras.

No entanto, os crimes não páram aqui, mas não aguento mais escrever sobre isso. Não tenho uma conclusão, estou mais confuso agora do que antes de começar a pesquisar o tema. E ninguém vai ler esse testamento mesmo. Só me resta culpar os Reptilianos...

Mitologia Egípcia - RÁ (Parte 1)

A mitologia grega já é muito incensada, todo mundo sabe que Zeus é o Deus-mór, Afrodite é a deusa da beleza etc. Mas pouco se fala da mitologia egípcia e o quanto influenciou os gregos, pois ela veio antes. Por acaso deparei-me com uma página na web sobre Deuses egípcios e achei tudo muito legal. Eu adoro gatos, eles também os veneravam a ponto de construir mini-sarcófagos para os bichanos serem mumificados com seus donos. Os Deuses egípcios não são infalíveis e perfeitos e a organização religiosa nada tem de patriarcal, bem diferente das crenças monoteístas que conhecemos. A idéia é falar de um Deus de cada vez. Vou começar com o mais importante.

RÁ - O Deus do Sol, Rei dos Deuses, um falcão coroado por um disco solar (ou homem com cara de falcão). Ele navega pelo Paraíso na "Barca de 1 Milhão de Anos". Morre no final de cada dia, quando vai para o Mundo Subterrâneo e deixa a lua tomar o seu lugar. No caminho passa por 12 portas, simbolizando cada hora noturna e ressuscita na manhã seguinte.

As jornadas marítimas de Rá nem sempre eram tranquilas, ele poderia ser atacado pela serpente Apep. Seth (Deus do Deserto) e Bastet (Deusa dos Gatos) eram seus guarda-costas. Depois de um tempo Seth passaria para o lado negro da Força.

Todo seu poder devia-se ao seu nome secreto, que ninguém sabia qual era. Com o passar dos séculos ele foi envelhecendo e começou a babar como um velho senil. Ísis coletou sua baba (sem comentários) e com ela fez uma serpente. Depois escondeu-a no meio do caminho de Rá, e quando ele passou foi picado pelo réptil de saliva. Seus hurros de dor atraíram todos os outros Deuses, mas eles não sabiam como curá-lo. Então Ísis, Deusa da Mágica, falou que tinha a cura, mas em troca Rá tinha que contar para ela seu nome secreto (mulheres...). Entre morrer de vez e abrir mão da exclusividade de seus poderes, Rá escolheu por revelar o segredo, tornando Ísis tão poderosa quanto ele.

Fotógrafo Publicitário Russo

Bem sugestiva. Como o conceito de liberdade é relativo... Eu achava que ser livre era poder fazer o que me desse na telha, fazer só o que eu tinha vontade, na hora que tivesse vontade. Aí um dia, vi na tv um cara falando de Budismo, refletindo exatamente sobre esse assunto. Falou que essa era uma liberdade ilusória, porque você se tornaria escravo de seus desejos e impulsos. Ainda vou falar mais disso.
Acho que se lançassem esse modelo de "Barbie madura" muitas garotinhas seriam poupadas do trauma da perda da juventude e de exigirem de si mesmas que sempre pareçam mais jovens.
Não sei o que dizer desta, me pareceu criativaEsta foto ia agradar à criança que já fui, quando disseram a ela que se cavasse um buraco sem fim ia acabar chegando na China ou no Japão. Fiquei fascinado e confuso, se os chineses estavam de cabeça para baixo no outro lado do mundo, como é que eles não caíam?